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📜 Crônicas da Forja — Relato do Ferreiro-Chefe Narrado nos arquivos da Guilda dos Artífices Há muito, a Forja de Brokk aceitava apenas o ouro que um aventureiro trazia nas próprias mãos. Mais de um herói chegou com o cofre do banco transbordando — e foi recusado na porta, como um mendigo. "Não tenho ouro suficiente", dizia a Forja, mentindo sem saber que mentia. O Ferreiro-Chefe investigou os registros antigos e descobriu a falha: a Forja nunca aprendera a olhar para o cofre do banco, apenas para o bolso. Corrigido — agora ela reconhece ambos, e cobra primeiro do bolso, depois do banco, como deveria ser desde o início. Também se descobriu que a Forja julgava certos itens indignos de sua chama — aqueles comprados de mercadores, ou erguidos do chão em dias anteriores à própria existência da Forja. "Sem o selo, não forjo", ela insistia. Mas o Ferreiro-Chefe lembrou a Forja de uma verdade simples: todo item comum já carrega o selo Comum em seu âmago, mesmo sem a etiqueta visível. A Forja agora enxerga isso. Nenhum item leal fica mais para trás. Nas profundezas onde as Rainhas Vermelhas e outros tiranos guardam seus tesouros em Baús de Recompensa, um véu antigo impedia a Sorte da Raridade de tocar o que ali dormia. Gerações de caçadores mataram cem Rainhas e nunca viram uma espada brilhar. O véu foi rasgado. A Sorte agora alcança também os Baús dos Grandes. E os guerreiros que investiram sua fortuna em afiar os golpes críticos até o limite — descobriram que um teto invisível, fixado em tempos remotos em apenas 10 partes de 100, sufocava seu talento. Esse teto foi erguido para 100 partes em 100. O crítico agora tem o céu como limite, não uma corrente enferrujada. Por fim, o mistério mais cruel: guerreiros que se deitavam para descansar com vida plena — reforçada por relíquias de Raridade — despertavam feridos, sem motivo aparente, como se algo lhes roubasse a força durante o sono. O Ferreiro-Chefe rastreou o ladrão até o próprio ritual de partir: ao guardar as armas por um tempo, a Forja esquecia de devolver a vida emprestada por elas ao acordar. O ladrão foi banido. Quem dormir com vida cheia, despertará com vida cheia. E as terras em si foram remodeladas — novos caminhos, novos cantos do mundo, moldados por mão própria. A Forja está mais sábia agora. Que os aventureiros retornem e comprovem. |
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